mente ao respirar.
A verdade é o vão
entre palavras.
Ontem só chuva.
Sorriste. A dor esvaiu-se.
O céu clareou.
Minha solidão brilha
— pétala de pele.
Única. Fiel.
Odeio-te com doçura.
Amo-te com ferrugem.
Sombra gasosa nos ossos.
Neste fluxo
onde tudo
carece
de ilusão.
Vem a luz fria, ácida.
E tudo se dissolve
num sabor salgado,
quase doce.